Marvel’s Wolverine, da Insomniac Games, lança em 15 de setembro para PlayStation 5. O jogo apresenta um Logan “emocionalmente vulnerável”, revelado em entrevista ao Deadline, distanciando-se de Spider-Man com combate brutal e memórias fragmentadas para um enredo complexo.
Do Aranha à brutalidade: a transição da Insomniac
A Insomniac Games não decidiu abruptamente pelo Wolverine. Conversas sobre expandir a parceria com a Marvel após o sucesso de Spider-Man já ocorriam há bastante tempo, segundo o diretor criativo Marcus Smith.
A equipe responsável por Spider-Man: Miles Morales migrou para este novo projeto. Marcus Smith destacou o entusiasmo dos fãs internos pelo Wolverine e a crença de que o sistema de combate seria uma combinação perfeita.
A diferença de tom é marcante em relação ao Homem-Aranha. As primeiras demonstrações revelam personagens xingando, sangue escorrendo e Logan apreciando bebidas, como o diretor de jogo Mike Daly humoristicamente mencionou.
A liberdade criativa exigiu calibração constante. O produtor executivo da Marvel Games, Eric Monacelli, explicou que a premissa era ir “ao limite”. Contudo, Marcus Smith admitiu ajustes quando as falas de Jean Grey, por exemplo, ultrapassavam o esperado.
Vulnerabilidade: a essência do novo Wolverine
A versão de Logan da Insomniac não é a do guerreiro indestrutível. Marcus Smith enfatizou que a narrativa foca na vulnerabilidade por trás dos mecanismos de defesa do personagem, expondo sua dor e consequências de sua raiva.
“Essa vulnerabilidade é a coisa mais nova neste jogo”, declarou Smith. Logan sente cada golpe e enfrenta as repercussões de perder o controle, já que a raiva é intrínseca à sua identidade.
Este é o Wolverine da Terra-1048, universo compartilhado com o Spider-Man da Insomniac. Com cerca de 200 anos, ele acumulou distância emocional e vive em um mundo onde os X-Men são desconhecidos, mas mutantes correm perigo.
Monacelli descreveu Logan como “resiliente, resoluto, brutal, mas emocionalmente vulnerável e profundamente preocupado”. Ele busca ativamente como reparar o mundo e torná-lo um lugar melhor.
Combate e Movimentação: a identidade visceral de Logan
Do ponto de vista do gameplay, a equipe projetou cada movimento para refletir a personalidade de Wolverine. O combate vai além das garras, incorporando cabeçadas, corte de armas e rodopios para uma experiência instintiva.
A travessia pelo cenário foi completamente repensada. Ao contrário da fluidez aérea do Homem-Aranha, Logan possui um esqueleto de adamantium, tornando-o pesado e enraizado no chão.
Mike Daly explicou que a intenção era que o jogador sentisse esse peso e gravidade, superados pela força animalesca de Logan. Ele escala rochas e árvores com as garras, se infiltra e embosca inimigos, criando uma movimentação inovadora.
Memórias Fragmentadas: humanizando o mutante
Um dos sistemas mais originais de Marvel’s Wolverine centra-se nas memórias fragmentadas de Logan. O jogador utiliza seus sentidos aguçados para rastrear cheiros que disparam lembranças perdidas.
Garrafas de uísque, espalhadas pelos cenários, estão conectadas a experiências inacessíveis à consciência de Logan. Esses rastros levam a momentos silenciosos na “cabine mental”, onde o jogador enfrenta desafios únicos.
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