A decisão de adquirir uma nova televisão OLED em junho de 2024 parecia uma escolha simples entre duas excelentes opções. Em uma loja de eletrônicos esvaziada, a disputa entre o Samsung S90C e o LG C3 capturou minha atenção por longos vinte minutos, em uma feliz paralisia diante de tal abundância de qualidade. O vendedor, em sua tentativa de aliviar a indecisão, garantiu que não haveria escolha errada. Contudo, um ano e meio depois, essa percepção de equivalência se desfez, transformando-se em um profundo arrependimento por ter optado pelo Samsung em detrimento do LG. Essa frustração se manifesta em cada ajuste de volume, em cada conexão de novo dispositivo e, principalmente, após o colapso da integração do Logitech Harmony com a Amazon Alexa, que me forçou a manusear o controle remoto da Samsung para alternar as entradas.
A Encruzilhada da Decisão: Entre Brilho e Usabilidade
O momento da compra foi marcado por uma meticulosa comparação visual. Ambos os painéis OLED exibiam cores vibrantes e pretos profundos, tornando a distinção entre o Samsung S90C e o LG C3 um exercício de nuances. A semelhança na qualidade de imagem era tamanha que a escolha parecia puramente subjetiva, e a ideia de que qualquer uma das TVs seria uma aquisição satisfatória parecia lógica. Essa confiança inicial, reforçada pelo conselho do vendedor, infelizmente ofuscou a importância de fatores que só se revelariam cruciais com o uso prolongado e diário.
As Frustrações Cotidianas: A Experiência com o Samsung S90C
Apesar do brilho inicial e da qualidade de imagem indiscutível, a convivência com o Samsung S90C revelou uma série de inconvenientes operacionais. Ajustar o volume da TV, uma ação rotineira, tornou-se surpreendentemente mais complicado do que o esperado. Da mesma forma, a tarefa de conectar novos dispositivos exigia uma interação mais tediosa com o sistema do que o ideal. O ápice dessas frustrações veio com a falha da integração entre o Logitech Harmony e a Amazon Alexa, um sistema que antes gerenciava de forma fluida a troca de fontes e o controle de vários aparelhos. Com a interrupção dessa funcionalidade, a necessidade de recorrer ao controle remoto original da Samsung para cada alternância de entrada tornou-se um lembrete constante da perda de praticidade e da complexidade adicionada ao uso diário, impactando diretamente a experiência do usuário.
A Lição Aprendida: Além da Qualidade Bruta da Imagem
O arrependimento pós-compra transcende a mera questão técnica; ele se enraíza na percepção de que a decisão original negligenciou a totalidade da experiência de uso em favor da qualidade visual imediata. A lição mais valiosa dessa jornada é que a excelência da imagem, embora fundamental para uma OLED, não é o único critério que define a satisfação a longo prazo. Fatores como a fluidez da interface do usuário, a simplicidade dos controles e a compatibilidade com ecossistemas de casa inteligente são igualmente, senão mais, importantes para uma convivência harmoniosa com o aparelho. O LG C3, na memória, representa agora o caminho não trilhado, o ideal de uma experiência mais intuitiva e integrada que, talvez, teria evitado as atuais irritações diárias, demonstrando que a usabilidade e a integração são pilares essenciais de uma escolha verdadeiramente acertada.
Em retrospecto, a advertência do vendedor sobre "não haver escolha errada" provou ser uma simplificação excessiva. Pequenas falhas de design ou de integração, quando multiplicadas pelo uso constante ao longo de um ano e meio, transformam-se em uma fonte persistente de insatisfação. Para futuros compradores de televisores de alta gama, a mensagem é clara: vá além da mera beleza da tela. Aprofunde-se na pesquisa sobre a experiência do usuário, a interface do sistema operacional e a compatibilidade com outros dispositivos e plataformas de automação residencial. A verdadeira satisfação reside na sinergia entre a performance visual e a praticidade operacional, evitando que a alegria da compra se converta em um lamento cotidiano.
Fonte: https://www.theverge.com











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